domingo, 2 de janeiro de 2011

Parvérbio 33

A fartura faz mal a  muita gente, a todos aqueles que tem fartura de miséria

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ser Livre

Isto é que é uma máxima por isso tem que ser escrita com a letra máxima

Ser livre é: 
Poder seguir o caminho que a minha cultura me impõe

O que diz Léxía 7-Criatividade

Agora tratem lá da ressaca, esqueçam estes tempos de queria actividade e passem  depressa à criatividade 

Fogo de artificio

Aqui está um habito cultural do caraças, começamos logo aos tiros ao novo ano pra o enchermos de buracos.

Este é o fogo de artificio em Albufeira há bocado visto de 15km de distancia.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Evolução duma orquidea

Tenho a sorte de ter perto de mim orquideas silvetres que começam a florir nesta época

Esta sequência de fotos ilustra a evolução desta orquidea. Ophrys marmorata . nos ultimos dias


Dia 25 de Dezembro


 Dia 28 de Dezembro

 Dia 30 de Dezembro

Parvérbio 32

A fartura faz mal a muita gente a filhós tambem

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Livros dos parvérbios


Vai devagar mas vai, um a um vou fazendo os meus livrinhos

As minhas ideias

Estou aqui fechado no meio das minhas ideias, bem queria sair, pensar um pouco de ar fresco, respirar ideias mais coloridas, sei lá... Mas nada me serve e...continuo com os mesmos trapos
As minhas ideias... As minhas ideias a bem dizer nem são minhas, são em segunda mão...Ora segunda mão..., terceira , quarta, enésima mão, quando o meu avô pegou nelas já eram velhas como o Matusalem...E talvez mais alem
Como toda a gente, herdei as ideias, vivo nelas e não tenho a minima hipotese de sair... Na verdade eu sou as minhas ideias, uma especie de novelo de esparguete escorregadio, se consigo agarrá-las por fracções de instantes, por cagasésimos de coisa nenhuma, desfazem-se em pó e esvaiem-se em fumo...Porra que isto está a descambar para o pornográfico...
Cada um emerge das ideias onde nasce, tenta sair delas mas não tem escada para subir nem buraco para cair, nem  mar que não circumnavegue...
Por isso, por muito que viaje, não saio do mesmo lugar comum... Comum a mim mesmo que isto não mete politica, nem negócios etrangeiros, nem negocios escuros, nem wikileaks fabricados na China.

Bolas1! Passados quase dez anos ainda continuo trapezista no mesmo circo.

Parvérbio 31 Os malucos

Os malucos fazem a festa mas os outros é que gozam



sábado, 25 de dezembro de 2010

Prendas de natal

Não recebi muitas prendas, nem estava à espera de receber , tambem não dei muitas, mas as melhores que tive foram estas orquideas silvestres que começaram a abrir no dia 24 só para me agradarem.







Parvérbio 29 - a crise

A crise é o agudizar do status quo



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Afiar os dias ...

Ninguem mais troçava, todos os que lidavam com ele no dia a dia acostumaram-se a vê-lo todos os dias afiar a pequena faca, tanto se habituaram que deixaram até de ver o ritual diário. Era tudo parte da paisagem social daquela rua, daquele bairro . Para ele há muito que aqueles gestos tinham passado a fazer parte daquele conjunto de pequenas coisas que constitue a realidade do ser humano. Aquelas coisas anónimas, intimas, que todos fazem diariamente mas das quais nunca ou quase nunca se fala a não ser quando alguma coisa corre mal, acidente ou doença, essas mil e uma pequenas coisas fisiológicas das quais dependemos quase por completo e das quais nem nos lembramos. Mas, sem que ele se apercebesse nem ninguem notasse, para ele o afiar da faca tornou-se no eixo ao redor do qual giravam os seus dias e as suas noites.
Ele não sonhava, mais exactamente há muito que não se lembrava de sonhar mas certo dia apecebeu-se, lembrou-se ao de leve de trechos dum sonho. Foi uma lembrança quase imperceptivel, daquelas que nem se sabe se é mesmo lembrança ou se sonhou que se lembrou. Mas passados dias teve um vislumbre semelhante e soube então que sonhava e esse facto acabou por se impor cada vez com mais força. Os sonhos tornaram-se mais reais, mais nitidos e então ele notou que nesses  sonhos ele tambem afiava uma faca e sempre acordava afiando.

O que diz Léxico 3, Trocadilho

Aceitam-se afinações para as diferentes trocas

Trocadalho
Trocadelho
Trocadilho
Trocadolho
Trocadulho
Trocadylho

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perolas celestiais

A manhã apareceu ornada deste colar de perolas celestiais


clicquar na foto para ampliar


Foto: Luis Nunes Alberto

O que diz Léxico

Mais um americanismo que verte do wiki leak

Fastfooder: (Verbo transitivo ) Ingerir, alimentar-se de fast food


Conjugação do verbo fastfooder


Eu  fastfoodo
Tu fastfoodes
Ele ou ela fastfoode
Nós fastfoodemos 
Vós fastfoodeis
Eles ou elas  fastfoodem



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

...querem ver...

Respondendo a um desafio de Luis ene que podem consultar aqui, escrevi isto

Asdrubal Pimenta encostou o carro ao gradeamento, puxou o travão de mão e desligou o motor numa rotina inconsciente enquanto o olhar percorria com atenção professional a fachada algo decrépita, porra, se calhar também eu me amandava da janela fora, o predio parece estar abandonado, tem um ar meio tétrico com aquele descascado em forma de cruz mesmo por baixo da janela e à noite faço ideia com a merda  de iluminação que há por aqui isto deve parecer Elm street num dia de nevoeiro,vamos lá despachar isto, deve ser uma simples formalidade, pra mais com o emprego que o gajo tinha era depressão pela certa, despacho isto num instante, ainda tenho tempo de passar no shopping ver se me arranjam a merda da bateria para o telemovel senão tou lixado,não me calhava nada, será que ainda mora aqui alguem, empurrou a porta que rangeu renitente, empurrou com mais força abrindo apenas o suficiente para lhe permitir entrar, espreitando com dificuldade a penumbra do hall de entrada, foda-se que merda é esta, as paredes esburacadas pareciam gritar por socorro, o chão juncado de entulho, a escadaria ameaçando ruir, isto não está certo, no relatório não tinha nada que indicasse isto,aqui há marosca porra!, querem ver que o gajo não se suicidou...

Parvérbio 19

Quem tem boca vai a Roma,  quem não tem vai calado





quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Hello stranger



Tenho constatado com agrado  nas estatisticas deste blog que aparecem visitantes doutros paises, é divertido ver o mapa mundi clorir-se de verde pela minha "presença".
Bem sei que alguns desses visitantes terão caído aqui por obra e graça do Google, pelos aléas da pesquisa, no entanto há alguns paises que me visitam com tal regularidade que presumo que haja mesmo por lá gente que se interessa pelo que eu faço ou publico. Pergunto a mim mesmo quem nos Estados Unidos me lê regularmente, ou na Russia, na Ucrania, na Malásia, na Croácia, no Reino Unido e no Canada.
Gostaria muito que algumas dessas pessoas se manifestassem, quanto mais não seja por um simples comentário, para eu ficar a saber que não é puro acaso ou engano de algum sistema automatico de estatistica.

Parvérbio 16

Quem sai aos seus não é de Genebra



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Primavera no Outono

Primavera, é primavera, quero lá saber que seja outono, é primoutono pronto!



Fotos tiradas esta tarde num campo perto de mim

sábado, 20 de novembro de 2010

Pato na brasa


Um pato, Anas Clypeata, anda speedado à procura de alimento, tambem aqui terá chegado a crise, ou será que perdeu as chaves do carro?


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Raiva contra a máquina

Rage against the machine


A raiva contra a máquina vende...vende, promove a venda de mais maquinas, quanto mais não fosse uns quantos MP3 MP4 e outras maquinetas similares, mas faz funcionar a máquina do showbiz. Nunca vi ninguem sair destes concertos e desatarem a partir máquinas, sejam elas quais forem, quanto muito alguma maquina de refrigerantes ou de chocolates a ponta pé.
Acontecem com frequencia estes paradoxos culturais porque vendem melhor do que a publicidade do elogio directo.

É o genero de coisa que não gosto na cultura da cultura

domingo, 14 de novembro de 2010

...palerma...

conversa de passagem

...ouviste o que ele me chamou?
- palerma
- palermaaa!...
...disse-me que não iamos conseguir entrar, o caralho é que não iamos...
...anda de jacto particular e carrega um vulgar saco do supermercado...
...se é rapido ou não...
...quando se está em viagem...
...é água da torneira...
...está muito boa...
...isto é trabalho temporário...






sábado, 13 de novembro de 2010

...o espelho do universo...


Eu sou o espelho do universo que me rodeia, mas não consigo ver nem o reflexo nem o espelho, então faço qualquer coisa, lanço pedras no charco, faço ondinhas concentricas que se afastam para a margem e digo a mim mesmo "sou eu aquelas ondinhas, sou eu que surfo nelas", e rio-me, e digo-as, e escrevo-as. O que sou eu? Um insecto? em cima daquela folhinha amarela...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

...faro...


conversa escrita de passagem, passa num camion...

...ninguem vende mais barato...faro...

...a culpa é do escritor, do contador de histórias...

Durante algum tempo interroguei-me sobre a literatura, sobre a escrita, sobre a ficção. A questão era saber se as estórias e as histórias que se escrevem são supostas, de certo modo, relatar ou retratar a realidade, sendo uma especie de registo dos acontecimentos da nossa vida social ou se a vida social era até certo ponto conduzida, orientada, impulsionada por aquilo que era escrito, filmado, televisionado, por tudo aquilo que é criação literária.
Quando uma pessoa se interroga, quando consegue articular claramente uma questão com alguma complexidade é porque já tem a resposta feita embora possa ter dificuldade em visualizá-la ou aceitá-la, e precisa de confirmação de fontes externas.
Acredito que este assunto já tenha sido amplamente debatido, porque é natural que assim seja. Não faço ideia se chegaram a alguma decisão porque nunca frequentei meios, nem bordas, onde esses assuntos sejam discutidos.
Pensei bastante nesta questão e não tenho duvida agora, nem dificuldade em aceitar, que de facto toda a vida social humana, tudo aquilo que se classifica como usos e costumes, ou seja a cultura é impulsionado pela criação literária ( entendida num sentido largo com o cinema a radio e a televisão, as canções etc).
Toda a vida de cada dia de todos nós é copiada dos modelos ficticios, ficcionados, obedecendo a principios, leis, costumes, conceitos e palavras que foram escritas, filmadas, gravadas, televisionadas, retransmitidas para todo lado.

Se podiamos viver sem eles? Podiamos mas não era a mesma coisa

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O coleccionador de rotundas


Há coleccionadores para tudo, se não há está a caminho de haver, desconfio mesmo que há gente à espera ansiosamente que se invente aquela coisa que eles esperam para coleccionar.
Pois há gente que colecciona rotundas, Aqui

...prato do dia...

Conversa de passagem

...o que é o prato do dia? não sei , tu sabes? não não sei. o que é o prato da noite? isso queria você saber...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Acorda do estendal


Ela pendurou a chuva a secar no estendal, mas não tinha molas para todas as gotas

Metáforas convertidas


Ó Luís, uma metáfora é uma metáfora, ainda que invertida, e sempre fascinante e perturbadora. Ah! pois é! Há pois zé.
Todavia...
Tudo havia, mas tudo o que havia eram, são, e serão metáforas.
Toda a nossa actividade mental, espiritual, cultural, toda a comunicação, a memorização e a aprendizagem e no fundo, nas bordas e à superfície, a consciência, tudo é metáforico.
Nós conhecemos o mundo não pelo que ele é mas pelas coisas, pelas imagens, pelos símbolos, pelas caricaturas, pelas metáforas que o representam.
E mesmo assim essas metáforas que nos chegam têm que ser convertidas para a nossa própria linguagem.

Estava à espera que alguem desse um pontapé no meu formigueiro das metáforas, sim, sim, eu sei que acabo por ser chato sempre a falar de metáforas. O facto de ninguem respingar, espingardar, ou mandar-me à metáfora traduz claramente, metaforiza lindamente, que ninguem lê aquilo que eu escrevo ou que tem uma espécie de cegueira metafórica.

domingo, 7 de novembro de 2010

paraíso da água


Os reflexos na água são sempre fascinantes porque são metáforas por excelencia mas são tambem perturbadores e até incomodos por vezes porque são metáforas invertidas.

sábado, 6 de novembro de 2010

A evolução da cultura

Há coisas espantosas a acontecer não só lá longe, não só à nossa volta, mas tambem em cada um de nós.




Este pequeno video sobre os video games e o mundo virtual é muito interessante, pena não ser em português

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Água do castelo


Nada é o que parece, o que parece é nada mas nada muito bem o castelo da água.

O reflexo na água é uma metáfora por excelencia, mas uma metáfora invertida o que a torna perturbadora e fascinante.