segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Metáforas convertidas


Ó Luís, uma metáfora é uma metáfora, ainda que invertida, e sempre fascinante e perturbadora. Ah! pois é! Há pois zé.
Todavia...
Tudo havia, mas tudo o que havia eram, são, e serão metáforas.
Toda a nossa actividade mental, espiritual, cultural, toda a comunicação, a memorização e a aprendizagem e no fundo, nas bordas e à superfície, a consciência, tudo é metáforico.
Nós conhecemos o mundo não pelo que ele é mas pelas coisas, pelas imagens, pelos símbolos, pelas caricaturas, pelas metáforas que o representam.
E mesmo assim essas metáforas que nos chegam têm que ser convertidas para a nossa própria linguagem.

Estava à espera que alguem desse um pontapé no meu formigueiro das metáforas, sim, sim, eu sei que acabo por ser chato sempre a falar de metáforas. O facto de ninguem respingar, espingardar, ou mandar-me à metáfora traduz claramente, metaforiza lindamente, que ninguem lê aquilo que eu escrevo ou que tem uma espécie de cegueira metafórica.

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