domingo, 14 de outubro de 2012

Carmina Burana




Carmina Burana – O fortuna imperatrix mundi


Em latim
O Fortuna,
Ó Sorte,
Velut Luna
És como a Lua
Statu variabilis,
Mutável,
Semper crescis
Sempre aumentas
Aut decrescis;
Ou diminuis;
Vita detestabilis
A detestável vida
Nunc obdurat
Ora oprime
Et tunc curat
E ora cura
Ludo mentis aciem,
Para brincar com a mente;
Egestatem,
Miséria,
Potestatem
Poder,
Dissolvit ut glaciem.
Ela os funde como gelo.

Sors immanis
Sorte imensa
Et inanis,
E vazia,
Rota tu volubilis
Tu, roda volúvel
Status malus,
És má,
Vana salus
Vã é a felicidade
Semper dissolubilis,
Sempre dissolúvel,
Obumbrata
Nebulosa
Et velata
E velada
Michi quoque niteris;
Também a mim contagias;
Nunc per ludum
Agora por brincadeira
Dorsum nudum
O dorso nu
Fero tui sceleris.
Entrego à tua perversidade.

Sors salutis
A sorte na saúde
Et virtutis
E virtude
Michi nunc contraria
Agora me é contrária.
Est affectus
Et defectus
E tira
Semper in angaria.
Mantendo sempre escravizado
Hac in hora
Nesta hora
Sine mora
Sem demora
Corde pulsum tangite;
Tange a corda vibrante;
Quod per sortem
Porque a sorte
Sternit fortem,
Abate o forte,
Mecum omnes plangite!
Chorai todos comigo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O pagador de promessas

Conversa de passagem comentada


O pagador de promessas

...ele prometeu que não partia
-ele parte isso tudo num instante
-não não ele prometeu que não ele prometeu-me que não partia, não é Pedro?
Ele prometeu que não partia.

O avô vinha rua acima com uma espada de madeira na mão, o neto, Pedro pelo que ouvi mais acima, caminhava ao seu lado com a bainha da espada em riste como se de outra espada se tratasse e ia batendo com ela na quina de pedra do cimo do muro com alguma violência.
- Eu não te disse que ele ia parti-la? Dizia a avó que vinha mais atrás
-Não parte não que ele prometeu-me, não parte, ele prometeu-me que não partia
ele prometeu, não parte, não parte, ele prometeu está prometido, não parte...

e lá foram rua acima... ele prometeu que não partia...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

inpiração da meia noite 2

O escritor


Todas as noites ele acordava a meio da noite com uma necessidade imperiosa de escrever. Tinha sempre á cabeceira um pequeno livro de apontamentos e sempre que acordava escrevia  e pouco depois adormecia novamente.
Uma manhã foi encontrado sem vida na cama tranquilo como se ainda dormisse.
Os familiares trataram das formalidades habituais, papeladas, funerarias, e tudo o mais.
Depois foram procurar algum testamento que tivesse ficado feito, mas só encontraram livrinhos de apontamentos, uma quantidade deles numa arca, e um em cima da mesa de cabeceira. Todos os livros eram iguais, por fora e por dentro, fora pretos capa de cartão rijo, por dentro tinham datas escritas á mão e sublinhadas e por baixo, tambem á mão uma só palavra “acordei”. Pagina após pagina, sempre o mesmo arranjo, a data, dia, mês e ano, sublinhada e por baixo a meio da folha “ acordei”.
Era a coisa mais estupida deste mundo, e já seguia tudo para um saco de lixo, mas por acaso alguem reparou na ultima pagina que tinha sido escrita, tinha a data do dia anterior, dia, mês e ano, por baixo estava escrito “ não acordei, morri”.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inspiração da meia noite


Curiosamente, ou não, afinal isto não tem nada de curioso.
É depois da meia noite que mais me apetece escrever, geralmente não o faço porque é tarde e no dia seguinte tenho que trabalhar e levantar cedo pela ordem inversa.
Hoje não fiz nada de jeito. Fico sempre com uma sensação de vazio, de depressão, quando não faço nada.
Fazer é ser, não faço não sou, e não ser é um estado muito perturbador.

sábado, 1 de setembro de 2012

Pulseiras em latão

Pulseiras feitas pelas minhas mãos em fio de latão entrançado e martelado.

Brass bracelets

Bracelets en laiton



terça-feira, 28 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Ninguem escreve por mim 3

o fundo do horizonte...
será antes o horizonte do fundo?
sei lá !
Lá ao fundo onde acaba a terra e começa o mar o ceu está cheio de fumo, de poluição, de smog.
é uma coisa estranha de ver assim em pleno verão, manhã clara e fresca ceu limpido e horizonte enfaruscado.
Donde virá esta poluição toda?
Dos automoveis, dos restaurantes e afins?
Pois terão que ser os suspeitos do costume, ou será mesmo da troika?
nunca mais acaba este agosto a desgosto!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ninguem escreve por mim 2

continuação...


Tomo nota das coisas notaveis que vão acontecendo, só são notaveis porque as noto e as anoto. As minhas observações, a minha sensibilidade, a minha atenção fazem com que note muitas coisas, umas que anoto outras não,  muitas delas passam a notaveis e são notabilizadas pela minha visão do mundo. Bem sei que a maioria delas nunca serão notaveis para mais ninguem, mas isso não me incomoda nada. Algumas são despejadas no mundo aqui ou noutro blog ou de viva voz nas conversas que os meus amigos me aturam.
Algum dia, ou noite ou lusco fusco, na hora do lobo ou pela madrugada dentro as minhas notaveis notas acabarão por bater em alguem e serem dignas de nota passando a notaveis ao quadrado e ganhando vida propria e estatuto independentemente de mim e da minha mente.

Dum modo geral só notamos as coisas pela diferença que elas marcam na paisagem quer o panorama tenha realidade fisica quer seja no dominio puramente intelectual, mental, virtual ou sonoro.
A musica só é musica pela variação das notas que são tocadas, pelo ritmo da variação e pela relação harmonica e melodiosa entre elas.

A historia é composta de momentos notaveis que foram registados no momento ou passados muitos anos de modo a notabilizar aquilo que nos convem que seja notado.
As coisas notaveis pelo seu caracter excecional tem que ser registadas em termos hiperbolicos para realçar e tornar inequivocas as suas qualidades notabilisticas. Não é relatada a realidade mas sim uma caricatura mais ou menos empolada. Quando nos debruçamos sobre a história ou sobre as estorias aquilo que salta á vista, aquilo que notamos é o sal, o picante que dá gosto á narrativa,  ou seja, tudo aquilo que empola os acontecimentos e portanto, aspectos irreais da história. A maior parte do que pensamos conhecer da história ou dos acontecimentos actuais não passam de aspectos anedóticos que mascaram a realidade.

Nas minhas notas tambem acontece o mesmo obviamente porque todos nós fomos formatados da mesma maneira, pelos mesmos moldes. O que me diferencia dos outros, e nesse aspecto me torna notavel, é o facto de ter consciencia destes mecanismos e de os ter em conta quando escrevo e quando leio. Isto não torna as minhas notas nem mais notaveis nem menos notaveis, só um pouco mais assim assim.

continua

Bife sentado

Conversa de passagem

...em frente ao bimba há lá um restaurante e estavam lá tipo uns  bifes sentados...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ninguem escreve por mim


Ninguem escreve por mim!

É verdade, ninguem escreve por mim, porque o faria?

Mas há muitos milhões de pessoas a escrever aqui e no resto do mundo, só blogues há qualquer coisa como  165 milhões no mundo inteiro, no entanto nenhum escreve por mim , todos escrevem para mim.
Cada um escreve o que lhe vai e o que lhe vem, retrata o  mundo, o  universo, que quer ser,  o que quer parecer. Tudo isso é despejado sobre mim, sobre todo o MIM do mundo.
O mim do mundo é esmagado pela pressão, o meu nem por isso.

Se eu quiser descrever a alguem dum futuro ou dum passado mais ou menos longincuo o mundo em que vivo, a vida que levo agora, o meu dia a dia não sei como começar, muito menos como acabar e mesmo o recheio é problemático.

Aquilo que escrevo hoje vive de palavras de hoje, e digo vive porque de facto os vocabulos que usamos estão vivos e crescem e evoluem e morrem eventualmente como seres vivos.
Uma pessoa vive num espaço de palavras e por elas é definida, nem sei bem se existimos para alem delas.

continua....

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Levar com uma viola nas costas



Conversa de passagem cujo merito devo remeter para o Gonçalo de Viana do castelo.

...mulher violada... viola nas costas...
o quê? como é isso?
"uma mulher violada é uma mulher que levou com uma viola nas costa"
isto foi um miudo que perguntou ao pai o que era "violada" e o pai respondeu  assim para não ter que dar mais explicações dificeis.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Espanhol ou francês

Conversa de passagem


...só pode ser duas coisas, ou é espanhol ou é francês... só os espanhois e os franceses é que metem o dedo no olho...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Tragopogon hybridus

Uma flor extraordinaria que se pode encontrar (mas dificil de ver) neste momento nos campos algarvios


quarta-feira, 14 de março de 2012

Aphaenogaster-senilis

Três formigas Aphaenogaster-senilis carregando uma lagarta morta

Three Aphaenogaster-senilis ants carrying a dead caterpillar

Trois fourmis Aphaenogaster-senilis transportant une chenille morte

Empusa pennata II

quarta-feira, 7 de março de 2012

Empusa pennata

Há tempos que não encontrava este insecto, foi hoje!

I haven't seen this insect for a long time, I saw it today!

Ça faisait longtemps que je ne voyais pas cet insect, je l'ai vu aujourd'hui

sábado, 3 de março de 2012

Exposição Magia da água

Convido todos os meus amigos que possam e queiram a comparecer na Galeria Municipal de Albufeira
Sábado 3 de Março das 14 ás 17 h 
Estarei lá para os receber e acompanhar numa visita guiada á minha exposição de fotografia
Magia da água


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012